Mas… prá quê mesmo?
Postado por rubensvieira | Em Informação, SpecialKids | Dia 09-09-2009
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Quero compartilhar com vocês a resposta a uma pergunta que tem sido feita a mim, por algumas vezes, desde que iniciamos (Mino & Eu) o projeto SpecialKidsPhotography aqui no Brasil:
Porque ao invés de “tirar fotos” de crianças deficientes, vocês não se esforçam para dar comida a quem tem fome, teto a quem está nas ruas, amparo aos que tanto sofrem com inúmeros flagelos, num país em que a desigualdade social é tão evidente?
Nós, da SpecialKids, acreditamos que a Educação é a base para qualquer mudança comportamental que queiramos promover em nosso país.
Veja o que afirma Carlos R. Brandão em seu livro: O que é educação?
“…Existem inúmeras educações e cada uma atende a sociedade em que ocorre, pois é a forma de reprodução dos saberes que compõe uma cultura, portanto, a educação de uma sociedade tem identidade própria.
O ponto fraco da educação está nos seus agentes, pois, com consciência ou não, reproduzem ideologias que atendem a grupos isolados da sociedade. Aí vê-se que a educação reflete a sociedade em que ocorre, em sociedades tribais ela é comunitária e igualitária, já em nossa sociedade capitalista: específica, isolada e desigual…”
As perguntas que temos prá você são:
- Que tipo de agente de educação é você?
- Os interesses de quais grupos da sociedade você está atendendo?
- Com que nível de consciência você faz isso?
- Qual o resultado mensurável das suas ações?
Nós estamos respondendo essas perguntas do nosso modo, acreditando que o combate ao preconceito e a valorização do ser humano -considerando a DIVERSIDADE em todas as suas dimensões- pode sim fazer diferença no futuro!!!
Queremos fazer parte do processo de criação de uma sociedade na qual se possa integrar indivíduos E interesses, raças E patrimônios, e isso só pode acontecer quando formos capazes de olhar para a DIVERSIDADE e não nos assustarmos com ela, e não sentirmos repulsa com sua presença.
Queremos educar as nossas crianças para aprenderem a olhar para outras crianças e enxergar beleza nelas, mostrar sim as diferenças, mas não torná-las a abordagem principal a ponto de criar uma barreira entre essas mesmas crianças, como acontece hoje.
Prá finalizar, vamos usar o Dicionário Aurelio para chamar a atenção para um termo muito usado pela sociedade aqui no Brasil:
Normal, adjetivo. Significado: De acordo com a norma, com a regra; comum…
A SpecialKids é formada por GENTE NORMAL que tem a pretensão de mudar a regra, mudar a norma. Tornar “normal” vermos uma pessoa com Sindrome de Down (por exemplo) numa página de balada de uma revista social, numa propaganda de iogurte, no cartaz do seu sorvete predileto na padaria, no anuário da sua universidade.
Quer fazer parte disso? Junte-se a nós!!!




















Mano,
Perguntas como essas creio eu que surgem diversas,
mas com certeza vem de pessoas que não tem nenhuma idéia do quanto é
especial e gratificante esse projeto de vcs!!!
se tivessem ao menos a capacidade de se doarem umas horinhas que seja
para um projeto como esse, nunca mais pensariam desta forma!!!
Parabéns pelo lindo projeto e por tudo!!!
O preconceito ainda é muito gde, mas são pessoas como vc e o Mino que vão nos ajudar a derrubar essas barreiras, como a gente conversou no sábado é um trabalho de formiguinha a longo prazo mas que para o futuro das nossas crianças e dos que ainda estão por vir será de suma importância!!! PS: Quando será que a gente vai conhecer o Mino??? rsrsrsrs
Poxa Rubens explicar seu trabalho e de Mino, com certeza levaria mais que uma página, nos mães dessas lindas crianças, travamos uma batalha assim que somos informados da sindrome ou de outros comprometimentos, e te-los junto para nós ajudar a enriquecer essa batalha, NÃO TEM PALAVRAS!!!
Obrigado que Deus abençoe o trabalho de vcs, e que juntos possamos com certeza formar uma rica sociedade de valores!!
gde abraçoooooooooo
obrigado
Acredito que este tipo de pergunta feita a vocês só ressalto o preconceito existente em todas as camadas da sociedade. Não são crianças deficientes, são CRIANÇAS, que como quaisquer outras necessitam de apoio e como você mesmo descreve com propriedade: educação! A mesma mentalidade revolucionária e CONCEITUOSA, tiveram outras equipes ao fotografarem crianças negras, por exemplo. Quebrando pré-conceitos e agregando valor, e hoje, o que vemos? Mudança! Se não houverem pessoas como vocês, novos conceitos não poderão ser recriados.
Parabéns.
Muito bom seu texto,eu como educadora concordo plenamente com vc.